08
SET
2021

Formação para os diáconos permanentes hoje às 20h

Os Diáconos Permanentes, da Arquidiocese de Niterói, estarão reunidos, hoje 8 de setembro, através do YouTube da Arquidiocese de Niterói, para o encontro dos Diáconos do ano de 2021. O reunião será virtual, e irá estudar o documento 114 da CNBB e para este estudo, o Padre Carlinhos irá refletir pontos importantes na LIVE formativa. Os diáconos já estão recebendo o link fechado, para participar do encontro, que tem início às 20h.

O Diácono Reynald, informou que “no ano de 2021, em que estamos celebrando o jubileu de ouro do Mês da Bíblia, em setembro, o melhor modo de celebrar o jubileu, é acolher esse texto, refletir e praticar a Palavra, grande instrumento de serviço à evangelização.  Essa é a missão do diácono”, disse ele.

Para o Papa Francisco, ‘O diácono é o guarda do serviço na Igreja. […] Vós sois os guardas do serviço na Igreja: o serviço à Palavra, o serviço no Altar, o serviço aos Pobres’, finalizou o diácono.

Sobre o documento 114, a CNBB informou que “o Estudo de número 114 da CNBB é o resultado do esforço de uma comissão de bispos e assessores, cujo trabalho se inseriu em uma ampla escuta de catequistas, biblistas, pastoralistas e comissões pastorais em âmbito nacional, no anseio de estimular a Animação Bíblica da Pastoral e incentivar todas as forças evangelizadoras, para que a Palavra de Deus esteja ainda mais na vida das pessoas, nutrindo-as e fortalecendo-as no anúncio do Reino”, destaca a nota.

“As indicações apresentadas querem ser o ponto de partida para um rico processo de atuação da Igreja no Brasil, processo que certamente ultrapassará o período de vigência das atuais Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE), recordando que o amor à Palavra de Deus e o compromisso missionário nunca se extinguem”, concluiu a assessoria de imprensa da CNBB.

Os diáconos que não receberam o comunicado, procurem o diácono Reynald para outras informações, e não se esqueçam da  LIVE formativa, no dia 8 de setembro às 20h.

O Diaconato

O diácono é ícone de Jesus Cristo, servidor: o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar sua vida como resgate por muitos (Mt 20,28). Jesus nos ensinou que quem quiser ser o maior deve ser o servo de todos (cf. Mc 10,42-45), e esteve entre nós, como aquele que serve: “Eu, porém, estou no meio de vós como aquele que serve!” (Lc 22,27).

O diaconato é ministério presente desde o início da Igreja, e o Magistério da Igreja vê a sua origem na escolha dos sete homens dos Atos dos Apóstolos 6, 1-11. Os Doze convocaram então a multidão dos discípulos e disseram: “Não é conveniente que abandonemos a Palavra de Deus para servir às mesas. Procurai, antes, entre vós, irmãos, sete homens de boa reputação, repletos do Espírito e de sabedoria, e nós os encarregaremos desta tarefa. Quanto a nós, permaneceremos assíduos à oração e ao ministério da Palavra”(…).

“Apresentaram-nos aos apóstolos e, tendo orado, impuseram-lhes as mãos” (At 6,2-4.6). Há referências explícitas aos diáconos, nas cartas de Paulo: Fl 1,1; 1 Tm 3,8-13.

Ordenados para o serviço

Seguindo a prática das primeiras comunidades cristãs, testemunhada na Sagrada Escritura e conservada na Tradição, a Igreja continua escolhendo homens que possam exercer um ministério de serviço. Para isto, o rito essencial da ordenação diaconal é a imposição das mãos e a oração, realizadas pelo Bispo. Esta oração pede a Deus Pai que consagre o ordenando como diácono, e que envie sobre ele os dons do Espírito Santo, para que possa exercer, com fidelidade, o ministério de serviço. Nela se apresenta o que se espera de um diácono: amor sincero, solicitude para com os pobres e os enfermos, autoridade discreta, simplicidade de coração e uma vida, segundo o Espírito Santo.

A Ordem confere ao diácono um sinal que não pode ser apagado, pois o configura ao Cristo, servidor de todos. Por conseguinte, o diácono se torna um “imitador” da vida do Senhor, prolongando no mundo o serviço iniciado por Ele.

O candidato não é ordenado para o sacerdócio, mas para o serviço, como especificado na Constituição Dogmática Lumen Gentium, nº 29: “administrar o Batismo solene, conservar e distribuir a Eucaristia, assistir e abençoar, em nome da Igreja, os matrimônios, levar o viático aos moribundos, ler a Sagrada Escritura para os fiéis, instruir e exortar o povo, presidir o culto e as orações dos fiéis, administrar os sacramentos e presidir os ritos dos funerais e da sepultura”. E, ainda, de maneira sintética, o mesmo texto diz: “servem o Povo de Deus na diaconia da Liturgia, da Palavra e da Caridade”.

Diáconos transitórios e permanentes

O Concílio Vaticano II, na Lumen Gentium nº 29, coloca para a Igreja a recuperação do diaconato permanente, no qual ficarão os homens que se sentem chamados a desempenhar a função de serviço proposta ao ministério diaconal. Podem ser admitidos homens casados e solteiros – sendo que estes últimos viverão o celibato. Cresce, cada vez mais, a consciência da Igreja sobre a Ordem dos diáconos e de suas funções, na edificação do Corpo de Cristo.

Os diáconos transitórios são aqueles que recebem o primeiro grau da ordem, em função de receberem o segundo: o presbiterado. Neste caso, apenas os homens solteiros e dispostos a viverem o celibato podem ser aceitos. Possuem a mesma dignidade e funções dos diáconos permanentes, mas se preparam para exercer uma futura função sacerdotal.

Por João Dias
Textos de apoio: Santa Sé e Catecismo da Igreja
Arte: divulgação

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