10
SET
2021

Diácono da Arquidiocese retoma peregrinação a Baependi – MG

Dos dias 24 a 26 de setembro deste ano, o Diácono Nélio do Amparo, apresentador dos programas Tarde de Fé, na Rádio Anunciadora, Niterói na Catedral e Minutos Nhá Chica, na Catedral FM 106,7 e, também, pela Rádio Anunciadora, retoma a peregrinação a Baependi – MG. O retorno está respeitando todos os protocolos sanitários (uso de máscaras durante todo o período, álcool em gel), e será possível conhecer e visitar os lugares onde a Beata Nhá Chica viveu, pregou a caridade e evangelizou.

O Diácono destacou em entrevista, no ano de 2019, que “Francisca de Paula de Jesus, chamada carinhosamente, de Nhá Chica, foi uma mulher escolhida pelo Senhor Deus, desde o ventre materno. Seguiu em sua infância, adolescência e fase adulta as orientações de Nosso Senhor Jesus Cristo, amando Deus acima de todas as coisas, venerando Nossa Senhora como sua mãe celestial, dando-se totalmente ao próximo, buscando sempre diminuir a dor do irmão, sustentando  todos com suas orações, seu acolhimento, atendendo as necessidades materiais e espirituais de cada um que a procurava. Por isso, foi chamada mãe dos pobres, viveu sua vida entre a terra e o céu. Uma verdadeira Santa!”, concluiu o Diácono Nélio do Amparo.

Segundo o Diácono, na peregrinação haverá um passeio a São Lourenço e Santa Missa em Baependi. Informações pelo telefone ou WhatsApp (21) 98880-7741.

Breve história da Bem-Aventurada Francisca de Paula de Jesus

Ainda pequena, Francisca de Paula de Jesus, que nasceu em Santo Antônio do Rio das Mortes, distrito de São João del-Rei (MG), chegou em Baependi (MG). Veio acompanhada por sua mãe e por seu irmão, Teotônio. Dentre os poucos pertences, trouxeram uma imagem de Nossa Senhora da Conceição.

Em 1818, a mãe de Nhá Chica faleceu, quando ela tinha apenas 10 anos de idade, deixando aos cuidados de Deus e da Virgem Maria, as duas crianças, Francisca de Paula de Jesus, com 10 anos e seu irmão, com então 12 anos. Órfãos de mãe, sozinhos no mundo, Francisca de Paula e Teotônio cresceram sob os cuidados e a proteção de Nossa Senhora, que pouco a pouco foi conquistando o coração de Nhá Chica. Esta a chamava, carinhosamente, de “Minha Sinhá”, que quer dizer: “Minha Senhora”, e nada fazia sem primeiro consultá-la.

Nhá Chica soube administrar muito bem e fazer prosperar a herança espiritual que recebera da mãe. Nunca se casou. Rejeitou com liberdade todas as propostas de casamento que lhe apareceram. Foi toda do Senhor. Se dava bem com os pobres, ricos e com os mais necessitados. Atendia a todos os que a procuravam, sem discriminar ninguém e, para todos tinha uma palavra de conforto, um conselho ou uma promessa de oração. Ainda muito jovem, era procurada para dar conselhos, fazer orações e dar sugestões às pessoas que lidavam com negócio. Muitos não tomavam decisões sem primeiro consultá-la, e para tantas pessoas, ela era considerada uma “santa”, todavia, em resposta para quem quis saber quem ela, realmente, era, respondeu com tranquilidade: “… É porque eu rezo com fé”.

Sua fama de santidade foi se espalhando de tal modo, que pessoas de muito longe começaram a visitar Baependi para conhecê-la, conversar com ela, falar-lhe de suas dores e necessidades e, sobretudo para pedir-lhe orações. A todos, atendia com a mesma paciência e dedicação, mas nas sextas-feiras, não atendia ninguém. Era o dia em que lavava as próprias roupas e se dedicava mais à oração e à penitência. Isso porque sexta-feira é o dia em que se recorda a Paixão e a Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo para a salvação de todos nós. Às três horas da tarde, intensificava suas orações e mantinha uma particular veneração à Virgem da Conceição, com a qual tratava familiarmente, como a uma amiga.

Nhá Chica era analfabeta, pois não aprendeu a ler nem escrever, desejava somente ler as Escrituras Sagradas, mas alguém as lia para ela, e a fazia feliz. Compôs uma Novena à Nossa Senhora da Conceição e, em Sua honra, construiu, ao lado de sua casa, uma Igrejinha, onde venerava uma pequena Imagem de Nossa Senhora da Conceição que era de sua mãe e, diante da qual, rezava piedosamente, para todos aqueles que a ela se recomendavam. Essa Imagem, ainda hoje, se encontra na sala da casinha onde ela viveu, sobre o Altar da antiga Capela.

Em 1954, a Igreja de Nhá Chica foi confiada à Congregação das Irmãs Franciscanas do Senhor. Desde então teve início, bem ao lado da Igreja, uma obra de assistência social para crianças necessitadas, que vem sendo mantida por benfeitores devotos de Nhá Chica. Hoje, a Associação Beneficente Nhá Chica (ABNC) acolhe mais de 150 crianças, entre meninas e meninos.

A “Igrejinha de Nhá Chica”, depois de ter passado por algumas reformas, é hoje o “Santuário Nossa Senhora da Conceição”, que acolhe peregrinos de todo o Brasil e de diversas partes do mundo. Muitos fiéis que visitam o lugar pedem graças e oram com fé. Tantos voltam para agradecer e registram as graças recebidas. Atualmente, no “Registro de graças do Santuário”, podem-se ler, aproximadamente, 20.000 graças alcançadas por intercessão de Nhá Chica.

Nhá Chica morreu no dia 14 de junho de 1895, estando com 87 anos de idade, mas foi sepultada somente no dia 18, no interior da Capela por ela construída. As pessoas que ali estiveram sentiram exalar-se de seu corpo um misterioso perfume de rosas, durante os quatro dias de seu velório. Tal perfume foi novamente sentido, no dia 18 de junho de 1998, 103 anos depois, por Autoridades Eclesiásticas e membros do Tribunal Eclesiástico pela Causa de Beatificação de Nhá Chica e, também, pelos pedreiros, por ocasião da exumação do seu corpo. Os restos mortais da Venerável se encontram hoje no mesmo lugar, no interior do Santuário Nossa Senhora da Conceição, em Baependi, protegidos por uma urna de acrílico colocada no interior de uma outra de granito, onde são venerados pelos fiéis.

Por João Dias com informações de www.nhachica.org.br
Foto: reprodução do site (gentilmente cedida para a reportagem)

Deixe um comentário

*

captcha *