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FEV
2019

UNILASALLE recebe 2º Encontro das Pastorais Sociais

Já se encontram abertas as inscrições para o 2º Encontro Arquidiocesano das Pastorais Sociais, que irá acontecer no dia 30 de março, das 8h às 16h, na universidade Católica Lasalle (UNILASALLE).  “Amar e servir com alegria”, esse deve ser o sentimento de todas as pessoas que aceitam contribuir com seus dons para as mais diversas pastorais da Igreja católica, que buscam, através de suas ações, atender determinadas situações, em uma realidade específica, tendo como foco principal difundir os ensinamentos deixados por Jesus, nos evangelhos.

Segundo a organização, cada paróquia pode enviar 3 representantes de pastorais que atuam na dimensão sócio-transformadora. As inscrições estão abertas através do e-mail: pastoraissociais.arqnit@gmail.com até o dia 10 março, ao custo de 15 reais (pagamento no local). A organização lembra que este será um momento especial, para quem sente o chamado de servir a Deus e aos irmãos, através da solidariedade.

A programação contará com momentos de espiritualidade, formação e integração, com previsão de 350 participantes. Dom Luiz Ricci, Bispo Auxiliar de Niterói, proferirá palestra sobre “A mística do agente da pastoral social”, e o tema do encontro será “Fraternidade e Políticas Públicas”, com a iluminação bíblica “Serás libertado pela justiça e pelo direito” (Isaias 1, 26).

As Pastorais Sociais da Arquidiocese de Niterói são: Carcerária, Criança, População em Situação de Rua, AIDS, Saúde, Sobriedade, Pobres e Pastoral Social da Igreja, com atendimentos de vários profissionais, cursos, e o movimento da obra do berço.

As Pastorais Sociais testemunham o serviço da Caridade na sociedade, através de ações sócio- transformadoras, inspiradas pela caridade cristã, como lembra Bento XVI, na Encíclica Deus caritas Est. Presentes no mundo, e muitas vezes em situação de fronteira social, as Pastorais são parceiras das diversas organizações da sociedade, especialmente dos movimentos populares, na luta pela justiça e pelo bem comum. Precisam, por isto, de formação metodológica e política, para que essa ação em conjunto seja uma presença aberta ao diálogo, à construção coletiva e à prática da democracia participativa. Evangelizadores pela palavra vivem o desafio de serem fermento, sal e luz nas relações e nas estruturas da sociedade humana.

Para a Igreja, o serviço da caridade “é expressão irrenunciável à sua própria essência”. A Pastoral Social é expressão desta caridade e da solicitude da Igreja, com as situações nas quais a vida está ameaçada. Expressão que renova, a cada dia, a lição da Gaudium Et Spes: “As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens e das mulheres de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles e aquelas que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos e discípulas de Cristo”. Os diferentes serviços das Pastorais Sociais colocam-se na dinâmica do Seguimento de Jesus Cristo, para que nele, os marginalizados e excluídos tenham vida e a tenham num ambiente preservado.

Seguindo as orientações do Documento de Aparecida, espera-se que as Pastorais Sociais sejam encorajadas e apoiadas em todas as Igrejas locais – também com recursos financeiros – para que o grito dos pobres e marginalizados seja ouvido, e encontre nas comunidades uma resposta de justiça e solidariedade concretas. Voz profética numa sociedade sem horizonte, materializada, atomizada pelo individualismo, elas são hoje, na Igreja, um dos caminhos mais seguros de Evangelização. Quando interrogado pelo Prefeito de Roma, sobre os tesouros da Igreja, o Diácono São Lourenço, então ecônomo da Igreja da mesma cidade, foi buscar os pobres, mendigos, doentes e órfãos, e os apresentou ao Prefeito, dizendo: “estes são o nosso tesouro”.

Por João Dias
Arte: Divulgação

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