18
JAN
2019

Peregrinos conhecem Portobelo e visitam imagem do Jesus Negro

No quarto dia da pré-jornada, o Santuário do Carmem proporcionou aos peregrinos um belo passeio a Portobelo, um local turístico em Colón, conhecido por suas belas praias e também por ser a sede da Igreja de São Felipe, onde se encontra a imagem de Jesus Negro, muito visitada pelos panamenhos.

A Imagem de Jesus Negro

Há muitas lendas sobre a história da imagem. A primeira é que cada vez que tentavam sair de Portobelo, caía uma violenta tempestade, que obrigava o barco a voltar ao porto. Na quinta tentativa, a tripulação estava pronta para afundar, quando decidiram retirar uma caixa pesada, que estava no navio, e assim, o barco conseguiu navegar sem problema. Algum tempo depois, pescadores encontraram a caixa, e quando a abriram, encontraram a imagem do Nazareno. Levaram-na  ao povo, que a colocou na Igreja.

Outra lenda conta que os pescadores encontraram a caixa boiando no mar, durante uma forte epidemia de cólera, e dentro encontrava-se o Cristo, que colocaram na Igreja. Quase  imediatamente, a epidemia acabou e os doentes se recuperaram rapidamente.

Já a terceira lenda assegura que a Igreja de Taboga, uma ilha do Pacífico, pediu a imagem de um Jesus de Nazaré a um provedor da Espanha. Por outra parte, a Igreja de Portobelo solicitou, ao mesmo artesão, uma imagem de São Pedro. Houve um equívoco no envio das imagens: a de São Pedro foi para Toboga e a de Jesus, para Portobelo. Todos os esforços feitos para corrigir o erro de nada adiantaram, pois sempre acontecia algo que impedia o Nazareno de sair do povo. Acabaram interpretando   as dificuldades como uma mensagem divina, e desistiram da ideia de trocar as imagens, e por isso cantam “En Portobelo te quedaste, como signo de tu amor”.

Depois de conhecer essa devoção, os peregrinos puderam andar pelo local, conhecer o Museu do Congo, uma dança típica do Panamá, e fizeram um passeio de barco pelo mar do Caribe.

Alguns peregrinos contam a sua experiência neste lugar: “Para mim foi uma surpresa, eu sempre ouvi falar do Cristo Negro, mas nunca tinha visto tão de perto”, diz Thamiris Moreira, postulante da Comunidade Servir. “Gostei muito de ver o grande respeito e a espiritualidade daquela comunidade”, foi a frase de Bárbara Nunes, da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, do Galo Branco. Já Amanda Domingos, da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, completa: “Assimilei muito o Cristo Negro à Nossa Senhora Aparecida, porque percebi que sempre estão presentes nos lugares, de acordo com a necessidade do povo”.

No mesmo dia, pela tarde, foi a vez de voltar o olhar para Jesus Sacramentado. Todas as nacionalidades presentes no Santuário tiveram um momento para fazer as suas orações, cada um com suas intenções, mas rezamos, especialmente, pela Jornada Mundial da Juventude, que se inicia na próxima terça-feira (22).

“Fiquei encantado!”, foi a frase utilizada pelo jovem Haroldo Júnior, da Paróquia Santíssima Trindade, do Vicariato Alcântara. “Todos os países mostraram alegria e união, conseguimos sentir a força do Espírito Santo em cada momento, mesmo que  a oração fosse em outra língua. Saímos do comum e fomos apresentados a novas formas de adorar a Jesus”, completa.

“Chorei muito, eu achei tudo muito belo, a juventude estava reunida em torno de Jesus, e quando estamos na presença de Deus, não há língua que impeça de entender, me senti verdadeiramente tocada”, disse Lorena Fabricio, da Paróquia Santo Antônio, em Amendoeira, do mesmo Vicariato.

Os jovens  de Niterói continuam sua peregrinação da pré-jornada, e muitas experiências estão sendo vividas. Acompanhe todas as histórias nas nossas redes sociais e na Rádio Anunciadora.

Por Ana Mesquita
Fotos e Vídeos: Ana Mesquita
Edição: João Dias/Thiago Maia

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