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OUT
2018

Paróquias lotadas nas celebrações a Padroeira do Brasil

As Paróquias dedicadas a Nossa Senhora da Conceição Aparecida ficaram lotadas, nas Missas realizadas na sexta-feira, 12 de outubro. Em uma delas, celebrada pelo Arcebispo de Niterói, Dom José Francisco, na Paróquia do Patronato São Gonçalo, Dom José destacou que no mundo da correria, comunicações e informações é importante parar para escutar as pessoas.

As três Paróquias dedicadas à Padroeira do Brasil ficaram lotadas, e fiéis tiveram que acompanhar de pé. “Muito feliz em poder participar da celebração de Nossa Senhora Aparecida, e poder participar, mesmo com essa chuva, do show do Missionário Shalom, uma bênção, e a igreja lotada.”, contou Maria Fernanda.

Em sua homilia, na Igreja do Patronato, Dom José destacou: Nós vivemos hoje no mundo da correria e da pressa, da muitas informações e comunicação, e por isso nem sempre nós temos tempo para parar e escutar, para prestar atenção às pessoas e ao mistério do próprio Deus, e é por isso, que esta Festa da Padroeira é uma oportunidade de fazermos uma parada e reconhecer que a vida é boa, e que nós não estamos sozinhos neste mundo, que somos chamados a viver em comunhão e comunidade, e podemos contar com a proteção materna e carinhosa da Senhora Aparecida, mãe de Jesus e nossa. Por isso, a festa quer sempre quebrar esse ritmo estressante, corrido, do dia a dia, para que nós também possamos parar, escutar e buscar aquilo que é importante em nossa vida, aquilo que, verdadeiramente, conta para nossa caminhada com pessoas de fé”, disse Dom José Francisco.

O Arcebispo, explicando o evangelho, disse: “…foi deste movimento de tirar a água  e levar, que um milagre aconteceu, a água se transformou em vinho na mão dos empregados; isso também, e outro detalhe importante, Jesus fez o milagre, mas Ele contou com a mão dos empregados,  e quer continuar fazendo milagres na vida, mas quer também contar com as nossas mãos, com o nosso coração, com as mãos estendidas para servir, com as mãos dispostas a fazer o curativo que tira a dor e o sofrimento. (…) Ele quer contar com as nossas mãos e com o nosso coração, para que o milagre continue acontecendo”, enfatizou o Bispo.

Dom José destacou ainda:(…) vivemos nesse mundo tão marcado por violência, divisões, tantas coisas que nos entristecem, ainda mais agora, nesse tempo eleitoral, quando às vezes, nas redes sociais, aparecem críticas e manifestações de ódio, por causa de um ou outro candidato. Nós, como cristãos, temos também que colabora, nesse milagre da vida e da comunhão. Não é porque você tem um candidato, uma opinião diferente da minha, que nós somos inimigos, porque estas coisas passam, mas nós somos irmãos e irmãs em Jesus Cristo, e não devemos fomentar o ódio, fomentar a divisão, mas sim, colaborar para que haja comunhão, para que haja vida, para que haja respeito e diálogo, para que, de fato, haja democracia. (…) então nós temos que ser instrumentos, especialmente neste momento, para que a festa da vida continue como festa de paz, de comunhão e de fraternidade, e que estas coisas que passam não tenham que atrapalhar a nossa festa de comunhão.”

E concluiu: “(…) que ela apresente a Jesus, e Ele possa, com a nossa participação, realizar o mistério da vida, o mistério da salvação,  do qual todos nós somos chamados a participar; que a Senhora Aparecida, Mãe de Jesus, nossa mãe, Padroeira desta Paróquia do nosso Brasil, olhe por todos nós, olhe por nossas famílias e olhe de modo especial por nossas crianças, nesse seu dia, para que a exemplo de Jesus criança, elas possam crescer em sabedoria, idade e graça diante de Deus, e possam ser acolhidas, recebidas e amadas, por todos nós, para que cresçamos no amor e dignidade, e também, possamos viver uma vida muito feliz, por isso, encerro está reflexão, e juntos, nós pedimos à Senhora Aparecida: dai-nos a bênção…”, finalizou o Arcebispo cantando.

Ouça a íntegra da homilia:


A história de Nossa Senhora da Conceição Aparecida tem seu início pelos meados de 1717, quando chegou a notícia de que o Conde de Assumar, D. Pedro de Almeida e Portugal, Governador da Província de São Paulo e Minas Gerais, iria passar pela Vila de Guaratinguetá, a caminho de Vila Rica, hoje cidade de Ouro Preto (MG).

Convocados pela Câmara de Guaratinguetá, os pescadores Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves saíram à procura de peixes no Rio Paraíba. Desceram o rio e nada conseguiram.

Depois de muitas tentativas sem sucesso, chegaram ao Porto Itaguaçu, onde lançaram as redes e apanharam uma imagem sem a cabeça, logo após, lançaram as redes outra vez e apanharam a cabeça, em seguida lançaram novamente as redes e desta vez abundantes peixes encheram a rede.

A imagem ficou com Filipe, durante anos, até que a presenteou a seu filho, o qual usando de amor à Virgem fez um oratório simples, onde passou a se reunir com os familiares e vizinhos, para receber todos os sábados as graças do Senhor por Maria. A fama dos poderes extraordinários de Nossa Senhora foi se espalhando pelas regiões do Brasil.

Por volta de 1734, o Vigário de Guaratinguetá construiu uma Capela, no alto do Morro dos Coqueiros, aberta à visitação pública em 26 de julho de 1745. Mas o número de fiéis aumentava e, em 1834, foi iniciada a construção de uma igreja maior (atual Basílica Velha).

No ano de 1894, chegou à Aparecida, um grupo de padres e irmãos da Congregação dos Missionários Redentoristas, para trabalhar no atendimento aos romeiros, que acorriam aos pés da Virgem Maria para rezar com a Senhora “Aparecida” das águas.

Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi proclamada Rainha do Brasil e sua Padroeira Principal, em 16 de julho de 1930, por decreto do Papa Pio XI.  A imagem já havia sido coroada anteriormente, em nome do Papa Pio X, por decreto da Santa Sé, em 1904.

Pela Lei nº 6 802, de 30 de junho de 1980, foi decretado, oficialmente, o feriado do dia 12 de outubro, dedicando-se este dia à devoção. Também nesta lei, a República Federativa do Brasil reconhece, oficialmente, Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil.

Por João Dias com informações de Adigar José
Foto: Adigar José

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