26
DEZ
2017

Esta é a noite em que o Céu encontra-se na terra, diz Dom José

O Arcebispo de Niterói, Dom José Francisco, celebrou na noite de domingo, 24 de dezembro, a Missa do Galo, na Catedral de São João Batista, no Centro de Niterói. A Santa Missa foi concelebrada pelo Bispo Auxiliar, Dom Luiz Antonio, pelo Arcebispo Emérito de Niterói, Dom Frei Alano Maria Pena, OP. e pelos Padres Wallace, André e Juvaldes. Centenas de fiéis estiveram no local para a cerimônia, transmitida pela Rádio Anunciadora.

Na homilia, o Arcebispo de Niterói destacou: “Não há nesse mundo nada que se iguale à beleza e à ternura da noite de Natal, nada há nesse mundo que supere a graça de acolher entre nós a sublime visita, a sublime presença, a criança Deus, que nos leva a crescer e a ser adultos na Fé.

Não tenhais medo, destas simples palavras emanam um encanto, do qual é difícil o nosso coração ficar indiferente, mesmo entre aqueles que têm uma Fé diferente, ou nenhuma, para os quais a criança de Belém nada significa, mesmo esses se preparam para esta festa, e pensam como acender um raio de alegria em toda parte.

 

O Natal é isso, é tempo de acender a luz de dentro, e de dentro iluminar tudo ao redor. Esta é a noite da luz. Esta é a noite em que o Céu encontra a terra. Esta é a noite em que o Céu encontra-se na terra. Está é a noite em que a terra se transforma em Céu.”

E concluiu: “Não tenhais medo. Quando for possível olhar o irmão de frente, sem medo e sem ressentimento, então é que a luz do Natal nos alcançou, e a noite foi afugentada de nossas almas. Não tenhais medo. Que São José, pai adotivo de Deus filho e filho de Deus Pai, nos conduza nessa direção; que a Virgem Santa, Mãe dos que creem e esperam, nos conduza por caminhos planos e estradas sem perigo e sobretudo, sem medo, ao encontro de seu Filho, em quem e por quem vivemos hoje e sempre. Feliz e Santo Natal! …”, concluiu o Arcebispo de Niterói, aplaudido pelos fiéis.

Ouça a íntegra da homilia:


Assista a homilia:

 

Após a Eucaristia, o Padre Wallace agradeceu a presença do senhor Arcebispo, em mais uma celebração de Natal, na Catedral São João Batista. Dom Luiz Antônio leu uma mensagem de Natal aos presentes.  Dom José Francisco levou a imagem do Menino Jesus, em procissão, até o presépio, abençoando os fiéis, em seguida.

História

Para celebrar o nascimento de Jesus, a Missa do Galo foi instituída no século V, após o Concílio de Éfeso (431 d.C.), começando a ser celebrada, oficialmente, na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, pelo o Papa Sisto III.

É celebrada à meia-noite do dia 24 de dezembro. O galo foi escolhido como símbolo desta celebração porque, histórica e tradicionalmente, representa vigilância, fidelidade e testemunho cristão.

Nos primeiros séculos, as vigílias festivas eram dias de jejum. Os fiéis reuniam-se na igreja e passavam a noite rezando e cantando. A Igreja era toda iluminada com lâmpadas de azeite e com tochas.

Na tradição católica cristã, todas as velas do Advento são acesas na Missa do Galo, para celebrar solenemente o nascimento do Messias, Jesus Cristo: “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade”!

O Natal é a única celebração do calendário litúrgico que contempla três celebrações Eucarísticas, mas a da noite reúne os aspectos históricos e humanos do nascimento de Cristo.

Hoje, tradicionalmente, depois da missa, as famílias voltam para suas casas, colocam a imagem do Menino Jesus no Presépio, realizam cânticos e orações em memória do Messias, filho de Deus, confraternizam-se e compartilham a Ceia de Natal, com eventual distribuição de presentes.

Tradições populares

A expressão “Missa do Galo” é específica dos países latinos, e deriva da tradição ancestral, segundo a qual, à meia-noite do dia 24 de dezembro, um galo teria cantado fortemente, como nunca ouvido, anunciando a vinda do Messias, filho de Deus vivo, Jesus Cristo.

Outra tradição, de origem espanhola, narra que, antes das 12 badaladas dos sinos, à meia- noite de 24 de dezembro, os lavradores da província de Toledo, Espanha, matavam um galo, em memória daquele que cantou três vezes, quando São Pedro negou Jesus, por ocasião da sua morte.

Depois, o galo era levado à igreja para ser oferecido aos pobres, a fim de que seu Natal fosse melhor. Outro costume, em algumas aldeias espanholas, era levar o galo à igreja, para que ele cantasse durante a Missa, como uma espécie de prenúncio de boas colheitas.

Outra origem da expressão vem do fato de a Missa da Noite de Natal terminar muito tarde. “Quando as pessoas voltavam para casa, os galos já estavam cantando”.

O galo também anuncia o nascer do sol, e o seu canto simboliza o amanhecer, comemorado pelos pagãos, como forma de agradecer o surgimento do Sol após o longo período de inverno.

Mas, o nome Missa do Galo é usado somente em países de línguas portuguesa e espanhola.

Teria sido Sisto III, no ano 400, a instituir uma Missa, para celebrar o nascimento de Cristo ‘ad galli cantus’, isto é, na hora em que o galo canta, para indicar o início do novo dia, após a meia-noite.

Há quem diga, ainda, que a origem deste nome incomum remonta aos primórdios do cristianismo, quando os cristãos iam em peregrinação a Belém, onde celebravam a hora do primeiro canto do galo.

Finalmente, dizem que um galo teria assistido ao nascimento do Menino Jesus, na gruta de Belém, além de outros animais, como o burro e a vaca. Assim, o galo teve a tarefa de festejar e anunciar, para sempre, a data do nascimento do Salvador do mundo.

Por João Dias com Rádio Vaticano
Fotos e Imagens: João Dias

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