09
NOV
2018

Cerimônia empossa imortal da Academia Fluminense de Letras

Em uma cerimônia no auditório das Livrarias Paulinas, em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro, a Academia Fluminense de Letras empossou Monsenhor João Alves Guedes, de 71 anos, na cadeira 24.

O novo acadêmico que agora ocupa a cadeira de número 24, cujo patrono é o Padre Júlio Maria, e os antecessores foram João de Barros Uchôa, Antônio de Moraes Junior e Luiz Gonzaga de Castro Azevedo.

A solenidade foi conduzida pelo Acadêmico Waldenir de Bragança e Márcia Maria de Jesus Pessanha, Presidente da Academia Fluminense de Letras. O Bispo Auxiliar de Niterói, Dom Luiz Antônio e o Arcebispo Emérito, Dom Frei Alano, estiveram presentes na solenidade.

A eleição foi no dia 18 de julho e, por unanimidade, o pároco, professor e escritor Monsenhor João Alves Guedes foi eleito membro da Academia, sucedendo o falecido Padre Luiz Gonzaga de Castro Azevedo.

Com 71 anos de idade e grande experiência na área eclesiástica e nas Ciências Humanas, Monsenhor Guedes,  atualmente, é pároco da paróquia São Lourenço, no Fonseca, Niterói.

“A primeira grande e, me parece, a maior emoção de ontem, é entender que Deus continua se encarnando, através da veracidade da nossa palavra da nossa atitude da nossa ação.  A palavra que se fez carne continua se encarnando, na medida em que a gente deixa que a gente se encarne, na verdade, na justiça, no amor, no perdão, na mão que se estende para o outro, no braço que se estende para o abraço, no olhar sem condenação e, sobretudo, na palavra e na atitude que não condena, mas dialoga, e faz o outro melhor ser entendido como superior a nós. A grande emoção é saber que posso ser um instrumento de Deus, onde quer que eu esteja: em Niterói, fora de Niterói, ou em qualquer lugar, através da minha palavra e, sobretudo, das minhas atitudes, na palavra encarnada,  Deus continua reinando, e isto me dá uma grande obrigação de procurar não falsear a grande misericórdia que Deus teve por mim.  Foi mais ou menos isso, que ficou, de tudo o que se passou ontem, e com certeza, eu entendi que jamais a gente espera, pensa, se programa, para chegar à determinada situação, mas se ela aconteceu, é uma realidade, porque Deus é a realidade maior” , disse Monsenhor Guedes.

Nascido no estado de Minas Gerais, Monsenhor João Alves Guedes sempre teve interesse pela vida eclesiástica. Começou seus estudos na cidade mineira de Diamantina, cursou o Ensino Médio em Niterói, e anos depois foi para a cidade paulista de São Carlos, onde se graduou em Filosofia e, mais tarde, no Rio de Janeiro, em Teologia, na Escola Teológica dos Beneditinos. Após a sua ordenação sacerdotal, viajou para Roma, na Itália, onde passou dois anos aprofundando-se na fé. De volta ao Brasil, viajou para Salvador, na Bahia, onde fez pós-graduação em Liturgia, na Universidade Federal de Salvador.

Monsenhor Guedes é escritor, autor de obras como Domingo, nascimento de uma nova criação, traduzido para o espanhol e o italiano, e Celebrando e Aprendendo na Catequese. Também realiza cursos e palestras em todo o país, sobre diversos temas ligados à teologia e à liturgia. É também professor universitário, atuando hoje no ensino a distância do Centro Universitário Internacional (UNINTER), de Curitiba e trabalhando no Instituto Filosófico e Teológico do Seminário São José, de Niterói, e na Escola Diaconal Maria Auxiliadora, além de ser assessor de liturgia do Conselho Episcopal Regional Leste 1, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Foi coordenador arquidiocesano de Pastoral, e pároco, nas paróquias niteroienses do Barreto, Cubango e Ilha da Conceição. Em Rio Bonito, atuou na Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em 1975, assumindo a liderança da igreja, anos mais tarde, entre 2002 e 2009. Compositor, são de sua autoria as canções que celebram os 250 anos da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, neste ano de 2018.

Por João Dias
Fotos: Giberto Opilhar

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