Bispos

    A história da Arquidiocese de Niterói está repleta de ações inovadoras promovidas, ao longo do tempo, por seus responsáveis, visando o bem da Igreja e o bem do povo de Deus. A relação de arcebispos e bispos abaixo, apresenta de maneira sucinta a colaboração de cada um dos desses pastores, que desde o início de sua história tem aprimorado o dom recebido por Deus em seus ministérios:

    Dom-José-A-voz-do-Pastor

  • Dom José Francisco Rezende Dias – 2012 …

    Dom José Francisco nasceu no dia 2 de abril de 1956, em Brasópolis – MG. Filho de Higino Strazzer Dias e Maria do Rosário Rezende Dias, tendo cinco irmãos. Fez o ensino fundamental na Escola Estadual Cel. Francisco Braz, em Brasópolis – MG, e terminou o ensino médio no Colégio Pré-Universitário, em Pouso Alegre – MG.

    Cursou filosofia no Seminário Arquidiocesano de Pouso Alegre, em Minas Gerais (1973-1974) e depois teologia no Instituto Teológico Sagrado Coração de Jesus, em Taubaté, São Paulo (1975-1978). Especializou-se em teologia espiritual pelo Pontifício Instituto Teresianum, de Roma (1987-1989).

    Em 2006, Dom José Francisco lançou o livro História de uma nova Igreja” por ocasião do Jubileu de prata da Diocese de Duque de Caxias e São João de Meriti, no Rio de Janeiro-RJ.

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    Antes do Episcopado

    Ordenado presbítero em sua cidade natal, no dia 10 de novembro de 1979, exerceu funções como Vigário Paroquial, nas paróquias de Silvianópolis, Carvalhópolis, Turvolândia, Paraisópolis e Sapucaí Mirim, todas em Minas Gerais (1979 a 1983); foi Reitor do Convívio Teológico São José, em Taubaté – SP – onde moravam e estudavam os seminaristas de teologia da Arquidiocese de Pouso Alegre – MG (1983 a 08.1987); Diretor Espiritual e Reitor do Seminário Arquidiocesano de Pouso Alegre – MG (1990 a 07.1993); Pároco da Paróquia de Santa Rita de Caldas – MG (08.1993 a 01.1996); Diretor do Instituto Teológico Interdiocesano São José, hoje, Faculdade Católica (02.1996 a 1999); Formador dos Seminaristas de Teologia; Vigário Geral da Arquidiocese de Pouso Alegre (06.1997, até ser nomeado bispo da mesma Arquidiocese) e Reitor da Comunidade Teológica, Seminário da mesma Arquidiocese (2000).

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    Como Bispo

    Eleito Bispo Titular de Turres Ammeniae e Auxiliar da Arquidiocese de Pouso Alegre – MG, pelo Papa João Paulo II, no dia 28 de março de 2001, sendo sagrado Bispo, no dia 2 de junho de 2001. Colaborando com o pastoreio de Dom Ricardo Pedro Chaves Pinto Filho, de 2001 a 2005, Dom José Francisco Rezende Dias teve um ministério bastante fecundo, ajudando a implantar e desenvolver o projeto pastoral “Formamos a Igreja Viva”. Nomeado Bispo da Diocese de Duque de Caxias-RJ, em 30 de março de 2005, tomou posse, no dia 12 de junho do mesmo ano, sucedendo a Dom Mauro Morelli. No dia 12 de maio de 2011, durante a 49ª Assembléia Anual do Episcopado Brasileiro, realizada em Aparecida – SP, foi eleito Secretário do Regional Leste-1 da CNBB. Pelo Papa Bento XVI, a 30 de novembro de 2011, foi nomeado Arcebispo Metropolitano de Niterói, sucedendo ao então Arcebispo Dom Frei Alano Maria Pena, O.P., que renunciara ao governo, em conformidade com can. 401 §1 do Código de Direito Canônico.

    Iniciou o pastoreio realizando visitas pastorais nas paróquias da Arquidiocese de Niterói e, no último dia 12 de maio de 2012, inaugurou a nova Capela do Seminário Arquidiocesano de São José.

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    Como Arcebispo

    Dom José Francisco Rezende Dias tomou posse no dia 12 de fevereiro às 15h, em cerimônia realizada no Ginásio do Caio Martins, em Icaraí, Niterói-RJ.

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    Título recebido

    Título de Cidadão do Estado do Rio de Janeiro – ALERJ – 01.03.2012

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    Divisa: “ In libertatem vocati estis” (“Vivamos por Ele!”).

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    Bispo 6 (Arcebispo) - Dom Alano

  • Dom Alano Maria Pena O.P. – 2003 : 2012

    Filho de Mair Pena e Amélia Maia Pena, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 07.10.1935, estudou o 1º Grau no Colégio Stª Rosa de Lima e Colégio Stº Inácio, Rio de Janeiro – RJ (1940-1946); 2º Grau, na Escola Apostólica São Domingos, Juiz de Fora – MG (1947-1954); Filosofia e Teologia, nos Dominicanos, em São Paulo – SP; Cursou Missiologia, na Université St. Paul (1971-1972) – Otawa/Canadá.

    Dom Alano Maria Pena foi ordenado sacerdote da Ordem dos Pregadores-OP (conhecidos como “Dominicanos”), em 28 de outubro de 1961, em São Paulo-SP e em 08 de março de 1959 se deu a sua profissão religiosa. Eleito Bispo Titular de Vardimissa e Auxiliar de Belém do Pará (PA) em 9 de abril de 1975 e sagrado em 25 de maio de 1975, em Belém-PA.

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    Antes do Episcopado

    Exerceu as funções de: Professor, Prefeito de Estudos e Diretor Espiritual do Seminário Menor de S. José, Rio de Janeiro (1960-1966); Assessor do Secr. Nac. dos Seminários, da CNBB (1964-1971); Assessor do Sec. Nac. das Vocações Sacerdotais (1970-1971); Diretor da Div. de Educação Religiosa, na Secretaria de Educação da Guanabara, Rio de Janeiro (1967-1974); Assessor-Chefe da Secretaria de Educação e Cultura do Estado do Rio de Janeiro, RJ (1975); Capelão da Irmandade de Santo Antônio de Pádua e Nossa Senhora da Boa Vista (de 1964 até 1981); Coordenador Arquidiocesano de Pastoral (1971-1975).

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    Como Bispo

    Foi Bispo Auxiliar de Belém – PA (1975-1976); transferido como Bispo Coadjutor da Prelazia de Marabá (PA) em 14 de julho de 1976, assumiu aquela Igreja local em 10 de novembro do mesmo ano, e foi nomeado Bispo de Marabá a 4 de dezembro de 1979, permanecendo até o ano de 1985; Vice-Presidente do Regional Norte 2 da CNBB (1976); em 17 de julho de 1985, foi nomeado Bispo de Itapeva-SP (1985-1993), cargo que exerceu até sua transferência para Nova Friburgo-RJ, na Região Serrana fluminense, em 24/11/1993; Responsável pelo Setor Leigos – Sul 1 CNBB (1986-1987); Vice-Presidente do Leste 1 CNBB (1996); Presidente do Regional Leste 1 da CNBB (2001).

    Fundou a Escola Diaconal Nossa Senhora Auxiliadora-ADMA, para formação de Diáconos Permanentes (21.10.2004); Fundou o Instituto Filosófico e Teológico do Seminário São José de Niterói (16.02.2005), o que possibilitou a formação direta dos futuros sacerdotes da Arquidiocese que, antes, recebiam formação superior pelo Mosteiro São Bento do Rio de Janeiro; Fundou o Instalou na Arquidiocese o Tribunal Eclesiástico Interdiocesano de Niterói-TEIN, a partir da Câmara Eclesiástica já existente no governo anterior e que era ligada ao Tribunal Arquidiocesano do Rio de Janeiro (16.02.2007); ampliou o número de Paróquias da Arquidiocese; Ampliou, para sete, o número de núcleos para formação do CPC-Curso de Pastoral Catequética; Fundou o CAOV-Centro Arquidiocesano de Orientação Vocacional (13.01.2009). Também no seu governo, verificou-se um grande aumento no número de vocacionados ao sacerdócio e, hoje, o Seminário Arquidiocesano de Niterói abriga 90 seminaristas, podendo receber mais candidatos, ocasionando um notável aumento do número de sacerdotes para a messe da Arquidiocese de Niterói. Deu início à obra de ampliação da Capela do Seminário Arquidiocesano, entre outras

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    Como Arcebispo

    Nomeado Arcebispo de Niterói em 24.09.2003, vindo a tomar posse em 23.11.2003. Eleito Bispo referencial para as questões da AIDS no Leste 1; Há 30 de novembro de 2012, foi nomeado o seu sucessor com posse oficializada em 12 de fevereiro de 2012.

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    Divisa: “Ut unum Sint” (Que sejam um).

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    Bispo 7 (Bispo Auxiliar) - Dom Roberto

  • Dom Roberto Francisco Ferreria Paz – 2008 : 2011

    Dom Roberto Francisco Ferreria Paz, filho de Roberto Angel Ferreria e Glória Paz de Ferreria, nasceu em 05/06/1953, em Montevidéu, Uruguai, foi ordenado Sacerdote em 16/12/1989 na Arquidiocese de sua incardinação, Porto Alegre-RS. Cidadão brasileiro por naturalização.

    Graduado em Filosofia no Seminário Maior Nossa Senhora da Conceição, em Viamão, Porto Alegre-RS; cursou Teologia primeiro no Instituto de Teologia e Ciências Religiosas da Pontifícia Universidade Católica de Porto Alegre-RS, depois no Instituto Teológico da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro. Fez especialização em História, na Universidade de Montevidéu, Uruguai e de Direito Canônico, no Instituto Superior Arquidiocesano de Direito Canônico do Rio de Janeiro.

    Além disso fez especialização em Notariado Eclesiástico, Direito Matrimonial Católico; aperfeiçoamento para juízes e funcionários de Tribunais Eclesiásticos, Bioética, Ética em Pesquisa, Espiritualidade, Bioética e Tradições Religiosas.

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    Antes do Episcopado

    Foi vigário da Paróquia São Luiz Gonzaga, em Porto Alegre-RS, nos anos 1990 e 1991; atuou como conselheiro do Serviço Interconfissional de Aconselhamento, (SICA); Juiz do Tribunal Eclesiástico, de 1990 a 2006; responsável pelo Setor do Ecumenismo e do Diálogo Inter-Religioso de Porto Alegre-RS, professor de Direito Canônico e de Direito Eclesiástico da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e do Instituto Teológico São João Vianney (CETJOV), no Seminário de Viamão, de 1990 a 1996; pároco da Paróquia Nossa Senhora da Paz, em Porto Alegre-RS, de 1992 a 2007; assistente espiritual regional do Encontro de Casais com Cristo (ECC), no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, de 1995 a 2007; Coordenador Pastoral do Vicariato da Cultura; membro do Conselho de Presbíteros e do Colégio de Consultores da arquidiocese de Porto Alegre-RS; delegado arquidiocesano na Comissão Regional de Ecumenismo, coordenador de Pastoral da Área Petrópolis; secretário do Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital Cardiologia, de Porto Alegre-RS; porta-voz da Arquidiocese de Porto Alegre-RS; Supervisor Teológico do Jornal Novo Milênio; assistente eclesiástico da Associação de Dirigentes Cristãos de Empresa; Vigário Judicial do Tribunal Interdiocesano Regional de Segunda Instância, 2006 e 2007, além de presidente da Comissão Arquidiocesana para as Comunicações Sociais. Como padre, também participou de entidades e Organizações Não-Governamentais; membro fundador do Movimento de Profissionais Católicos, da Associação de Juristas Católicos, do Grupo de Diálogo inter-religioso em Porto Alegre e membro da Associação Brasileira de Canonistas.

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    Como Bispo

    Eleito Bispo Auxiliar de Niterói e Titular de Accia, em 19/12/2007, recebeu a Ordenação Episcopal em 22/02/2008, na Catedral Metropolitana de Porto Alegre-RS, por Dom Frei Alano Maria Pena O.P., Arcebispo de Niterói-RJ, assumindo as funções de Bispo Auxiliar de Niterói-RJ, em 08/03/2008; Vigário Geral da Arquidiocese de Niterói-RJ (2008); Assessor da CAMPEP (Comissão Arquidiocesana de Niterói da Pastoral de Educação Política) (2008-2011); Assessor de Pastoral da Educação (2008-2011); Responsável pelo Setor Cultura da CNBB, na Comissão Episcopal Comunicação, Cultura, Universidades e Ensino Religioso (2008); Professor de Direito Canônico Eclesiástico no Instituto Filosófico e Teológico do Seminário São José de Niterói (2008); Bispo Assessor das Novas Comunidades da Arquidiocese de Niterói (2008-2011); Responsável pela Comissão Bilateral Nacional Diálogo Católico-Presbiteriano (IPU-Igreja Presbiteriana Unida) (2010).

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    Obras publicadas

    Como encaminhar um processo de nulidade matrimonial ao Tribunal Eclesiástico”- (Ed. Pallotti – Porto Alegre-RS 1994);
    Espiritualidade e Bioética” (Vários Autores) – Ed. EdiPUC-RS – 2006);
    Diálogos sobre Ética e Cidadania” (Ed. AGE – 2008);
    Curso de Liberdade Religiosa, Tolerância e Direitos Humanos” (Palestra publicada pela UFF – Niterói-RJ – 2009).

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    Títulos recebidos

    Cidadão de Porto Alegre” – Prefeitura Municipal de Porto Alegre-RS (07.12.2006);
    “Moção de Aplausos e Congratulações” – Câmara Municipal de Rio Bonito-RJ (06.03.2008);
    “Moção de Aplausos” – Câmara Municipal do Rio de Janeiro-RJ (18.07.2008);
    “Comenda Nossa Senhora de Nazareth” – Câmara Municipal de Saquarema-RJ (20.07.2009);
    “Diploma e a Medalha Legislativa Municipal do Mérito “José Cândido de Carvalho” – Câmara Municipal de Niterói-RJ (21.05.2010);
    “Moção de Congratulações e Louvor” – Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro-ALERJ (14.12.2010);
    “Título de Cidadão Gonçalense” – Câmara Municipal de São Gonçalo-RJ (18.03.2011);
    “Moção de Aplausos e Congratulações” – Câmara Municipal de Niterói-RJ (12.04.2011);
    “Título Honorífico de Cidadão Silvajardinense” – Câmara Municipal de Silva Jardim-RJ (08.06.2011).

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    Divisa: “In Libertatem Vocatis Estis” (Fostes chamados para a liberdade).

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    Bispo 5 (Arcebispo) Dom Carlos Navarro

  • Dom Carlos Alberto Etchandy Gimeno Navarro – 1990 : 2003

    Nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 30/10/1931; ordenação sacerdotal Rio de Janeiro, RJ, 29/06/1959; ordenação episcopal Rio de Janeiro, RJ, 12/12/1975. Pais: João Gimeno Navarro e Maria do Carmo Etchandy Navarro. Estudos: 1ª à 4ª série – Escolas Públicas (1939-1942) 5ª à 8ª série- Colégio Militar, Rio de Janeiro, RJ (1943-1950) Colégio Militar, Rio de Janeiro: Academia Militar (1951-1952), Agulhas Negras, Resende, RJ; Filosofia e Teologia (1953-1959), Rio de Janeiro; Licenciatura em Filosofia (1971), São Paulo, SP.

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    Antes do Episcopado

    Professor, Prefeito de Estudos e Diretor Espiritual do Seminário Menor de S. José, Rio de Janeiro (1960-1966); Assessor do Secr. Nac. dos Seminários, da CNBB (1964-1971); Assessor do Sec. Nac. das Vocações Sacerdotais (1970-1971); Diretor da Div. de Educação Religiosa, na Secretaria de Educação da Guanabara, Rio de Janeiro (1967-1974); Assessor-Chefe da Secretaria de Educação e Cultura do Estado do Rio de Janeiro, RJ (1975); Capelão da Irmandade de Santo Antônio de Pádua e Nossa Senhora da Boa Vista (de 1964 até 1981); Coordenador Arquidiocesano de Pastoral (1971-1975).

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    Como Bispo

    Eleito Bispo Titular de Cenae e Bispo Auxiliar de São Sebastião do Rio de Janeiro; Vice-Secretário do Regional Leste 1; Presidente da Com. Reg. do Clero, Leste 1. Transferido para Campos em 29/08/81. Membro do Conselho Fiscal da CNBB. Representante dos Bispos na Comissão Regional de Seminários. Eleito pelos Bispos do Regional Leste 1 para acompanhamento do Ensino Religioso no Estado do Rio, desde 1987.

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    Divisa: “Gratia et Apostolatu” (Rom. 15,1) (Pela graça e pelo apostolado).

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    Como Arcebispo

    Nomeado Arcebispo de Niterói em 09.05.90, vindo a tomar posse em 02/07/1990. Eleito Presidente do Regional Leste 1 da CNBB (1991-1993 e 1993-1995).

    Sempre fiel à doutrina da Igreja, Dom Carlos Alberto, com muita humildade conduzia as suas ovelhas para as quais sempre teve um olhar especial de Bom Pastor. Isso fez com que sempre buscasse estar próximo a elas em todos os momentos de seu ofício, seja nas Visitas Pastorais que fazia, seja nos compromissos a cumprir, seja na Arquidiocese, onde passava o maior tempo de seu dia. Para ele, a celebração de uma Santa Missa só acabava após os cumprimentos aos fiéis, na porta das Igrejas, ato que marcou a vida de todos nós. Outra virtude do Arcebispo, reconhecida, unanimemente por todo o Brasil, era o de ser “poeta maior”, autor de lindíssimas e famosas músicas religiosas desde quando era padre no Rio de Janeiro, dentre as quais: Sobe a Jerusalém, És Maria, Quando seu Pai revelou, Procuro abrigo nos corações, Não sei se descobriste, Sou bom Pastor e Muito alegre eu Te pedi.

    A fim de dinamizar as Pastorais da Arquidiocese e dar uma autenticidade maior ao evangelizador leigo, apoiou as pastorais e os movimentos já existentes e diversificou-os para, desse modo, poder dar mais consubstância ao trabalho evangelizador na arquidiocese onde, visando sempre a garantir a assistência espiritual aos seus arquidiocesanos.

    Com o clero, fazia questão de, uma vez no ano, viver um período de convivência, período este que proporcionava a manter um laço paternal e familiar com os sacerdotes diocesanos e religiosos que atuam na Arquidiocese, além dos seminaristas.

    Ao comemorar o Centenário da Arquidiocese de Niterói em 1992, redimensionou, a partir do método VER, JULGAR, AGIR, promovendo uma maior unidade à vida e missão de nossa Igreja Particular, através do entusiasmo apostólico com que interagiam

    Através de sua iniciativa e incentivo, foi lançado em 1991, o primeiro Anuário da Arquidiocese de Niterói além de outras diversas edições que são “o nosso tesouro”, para servirem de subsídio para a Catequese, Catecumenato, Crisma e tantas outras pastorais.

    Incansável, foi um grande evangelizador que se fez ouvir propagar através de seus artigos de A Voz do Pastor (semanário) e outros Boletins. Ele era muito voltado para a orientação que se dava aos jovens.

    Durante o seu governo, deu-se a criação de 2 Paróquias, a saber: Sant’Ana e Santa Rita de Cássia, em Armação dos Búzios (1997); Santíssima Trindade, na Trindade, município de São Gonçalo (2001), além da Quase-Paróquia de São José Operário, em Jardim Catarina, em São Gonçalo (2002).

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    Seu Falecimento – “O Arcebispo Dom Carlos Alberto Etchandy Gimeno Navarro faleceu às 06h55min, do dia 02 de fevereiro de 2003, no segundo dia após ter sido submetido a cirurgia de revascularização do miocárdio, vítima de complicações cardiorespiratórias, como choque cardiogênico, cardiopatia isquêmica e infarto agudo do miocárdio”.

    Dom Carlos Alberto veio a falecer, coincidentemente no Dia de Nossa Senhora da Luz e da Festa da “Apresentação do Senhor Jesus no templo”, justamente à qual ele se referia na música de sua autoria Sobe a Jerusalém, talvez a mais famosa das suas muitas composições.

    Dom Carlos, o 3º Arcebispo de Niterói, faleceu aos 71 anos de idade, no Hospital Santa Cruz e, seu corpo foi transladado no início da tarde, desse mesmo dia, para a Catedral Metropolitana de São João Batista, em Niterói, onde pôde ser velado por todos os fiéis, até a manhã da segunda-feira, dia 03.

    Após a Missa Solene de Corpo Presente, celebrada às 10 horas e presidida pelo Cardeal Arcebispo Emérito do Rio de Janeiro, Dom Eugênio de Araújo Sales, tendo ao lado o Núncio Apostólico, Dom Lorenzo Baldisseri, e o Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Eusébio Scheid, concelebrada por 23 Bispos, de várias partes do Brasil, e mais de 100 padres, de todo o Clero da Arquidiocese de Niterói e de outras (arqui)dioceses, religiosos, religiosas e fiéis leigos da Arquidiocese de Niterói e de outras dioceses, seguiu-se o cortejo pela lateral da Catedral até à Capela do Santíssimo Sacramento (na própria Catedral) onde o corpo de Dom Carlos Alberto foi sepultado.

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    Divisa: “Cum Maria Matre Jesus” (Com Maria Mãe de Jesus). (At. 1,14).

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    Dom Paulo Lopes

  • Dom Paulo Lopes de Faria – 1981 : 1983

    Foi recebido como Bispo Auxiliar em 1981.

    Do Clero da Arquidiocese de Belo Horizonte-MG, nasceu em Igaratinga-MG, a 24/02/1931, filho de Daniel Lopes de Faria e Maria Christina da Conceição.

    Tendo ingressado no Seminário Provincial do Coração Eucarístico de Jesus, de Belo Horizonte-MG, foi ordenado sacerdote a 08/12/1957, na Catedral da Boa Viagem, em Belo Horizonte-MG.

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    Antes do Episcopado

    Como sacerdote, trabalhou durante nove anos no Seminário Provincial do Coração Eucarístico de Jesus, em Belo Horizonte-MG (1957-1966), trabalhou alguns meses na Paróquia de Betânia. Em 1966, foi nomeado Pároco (primeiro Pároco) da Paróquia Nossa Senhora da Piedade, no Bairro das Indústrias, em Belo Horizonte, onde permaneceu até 1980, edificando a igreja material e sobretudo o Povo de Deus. Foi, por muitos anos, membro do Conselho Presbiteral da Arquidiocese de Belo Horizonte.

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    Como Bispo

    Eleito Bispo Titular de Telepte e Auxiliar da Arquidiocese de Niterói em 12/11/1980, foi sagrado Bispo no dia 27/12/1980, em Belo Horizonte-MG, assumindo sua função em fevereiro de 1981, trabalhando junto do Sr. Arcebispo Metropolitano de Niterói, Dom José Gonçalves da Costa, CSSr.

    Realizou Visitas Pastorais, permanecendo nesta Arquidiocese até 1983, sendo então designado Bispo da Diocese de Itabuna-BA (1983-1995).

    Em 21/12/1983, foi nomeado pelo Santo Padre, João Paulo II, Bispo Diocesano de Itabuna-BA (3º Bispo Diocesano), onde permaneceu por doze anos. Nesta Diocese, organizou o Seminário São José, deu início à construção do Centro de Pastoral João Paulo II, criou diversas paróquias. Durante este período, foi Presidente do Regional Nordeste III, por dois mandatos. No dia 02 de agosto de 1995, o Santo Padre o nomeou Arcebispo Coadjutor da Arquidiocese de Diamantina-MG.

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    Como Arcebispo

    Vindo a tomar posse como Arcebispo Coadjutor da Arquidiocese de Diamantina-MG, no dia 27/10/1995, trabalhou junto de Dom Geraldo Magela Reis, Arcebispo Metropolitano, até o dia 14/05/1997, quando assumiu o governo da Arquidiocese, pela renúncia de Dom Geraldo Majela. Em Diamantina, Dom Paulo coordenou a reforma de várias obras da Arquidiocese, transferiu o Seminário Menor da cidade de Curvelo para Diamantina, criou a Casa dos Padres, em Curvelo, criou novas paróquias além de duas novas foranias e três regiões episcopais. Durante esse tempo presidiu o Regional Leste 2 da CNBB, por dois mandatos (1999-2003). Governou a Arquidiocese até 28/07/2007, quando passou o Báculo a seu sucessor, vindo a residir em Belo Horizonte, onde exerceu ampla atividade pastoral como Arcebispo Emérito.

    Dom Paulo faleceu santamente, às 13h27min do dia 16 de julho de 2009, no Hospital Madre Tereza, em Belo Horizonte-MG, vítima de câncer, onde estava internado desde o dia 29/06/2009 e, na semana anterior ao seu falecimento, havia feito uma cirurgia para a retirada de um tumor maligno.

    A Dom Paulo Lopes de Faria a gratidão da Arquidiocese, Clero e Povo de Diamantina. Deus lhe conceda, na sua misericórdia, a recompensa por sua dedicação e fidelidade a Cristo no serviço da Igreja. Descanse em paz.

    O corpo de Dom Paulo foi velado na quinta-feira 916), no Bairro das Indústrias, em Belo Horizonte-MG, de onde seguiu às 9h30min do dia 17 para a Basílica do Sagrado Coração de Jesus, em Diamantina-MG, aí sendo velado a partir das 14h até a manhã do dia 18/07, sábado. No dia 18, sábado, às 9h30min, seguiu o cortejo para a Catedral Metropolitana Santo Antônio, onde houve a celebração da Santa Missa, às 10h e, logo em seguida, o sepultamento na cripta da Catedral.

    “Dom Paulo deixou como marca seu grande amor à Igreja pela qual se entregou”, falou Cônego Borges.

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    Divisa: “Paulo Apóstolo de Jesus Cristo”.

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    Dom Gonçalves

  • Dom José Gonçalves da Costa – CSSR – 1975 : 1990

    Filho de João Gonçalves da Costa e Amélia M. Costa, Dom José Gonçalves da Costa, CSSr, nasceu em Belo Horizonte-MG, no dia 27 de abril de 1914. Fez seus estudos médios (ginásio) em Congonhas-MG, no Seminário Menor dos Padres Redentoristas. Filosofia e Teologia no Seminário Maior dos Redentoristas, na Holanda.

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    Antes do Episcopado

    Ordenado Sacerdote a 18.12.1938, em Tietê-SP, foi Professor no seminário de Congonhas, Missionário Paroquial, tendo pregado missões em Minas Gerais e São Paulo. Superior das Missões, Pároco e Fundador da Paróquia de Coronel Fabriciano, Vale do Rio Doce-MG, Construtor e Diretor da Casa de Retiros São José, em Belo Horizonte-MG, Ecônomo Provincial dos Redentoristas, Pároco no Rio de Janeiro, Paróquia de Santo Afonso, nomeado Superior Provincial, até sua nomeação para Bispo Auxiliar em São Sebastião do Rio de Janeiro.

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    Como Bispo

    Foi eleito Bispo Auxiliar de São Sebastião do Rio de Janeiro – RJ, aos 26.06.1962 e sagrado aos 19.08.1962, em Belo Horizonte-MG, vindo a auxiliar ao Sr. Cardeal D. Jaime Câmara, arcebispo da época. Secretário Geral da CNBB (1964 a 1968); Vigário Geral do Rio de Janeiro; Bispo Diocesano de Presidente Prudente-SP (28.02.1970 a 09.1975), sendo eleito Arcebispo de Niterói, aos 08.09.1975.

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    Como Arcebispo

    Sucedendo a D. Antônio de Almeida Moraes Júnior, tão logo assumiu o cargo (26.10.1975), iniciou as Visitas Pastorais às paróquias. Reorganizou o Departamento Arquidiocesano de Pastorais e estabeleceu as Diretrizes Pastorais para a Arquidiocese. Reformou o prédio do antigo Seminário de São José. Assumiu pessoalmente a direção espiritual dos Cursilhos de Cristandade, contribuindo para a conclusão da Casa de Formação, no Atalaia. Promoveu o interesse das paróquias no projeto “Acompanhamento Pastoral do Crescimento Demográfico“, com assistência mais efetiva às regiões desprovidas de locais de Culto, na construção de Capelas Rurais. Promoveu, juntamente com o Pároco, a reforma da Catedral Metropolitana. Adquiriu uma casa para estudos, repouso e fins de semana. Promoveu a construção das novas instalações da Cúria Arquidiocesana, onde anteriormente se achava localizado o Palácio Episcopal, onde, além de residência, funcionam também os órgãos administrativos da Mitra Arquidiocesana de Niterói e outros serviços pastorais. Sanou e deu normas para a manutenção das obras sociais, para a administração financeira e valorização dos imóveis e do patrimônio da Arquidiocese. Promoveu a construção de “Centros Comunitários” em diferentes áreas paroquiais e criou o Instituto Arquidiocesano de Promoção do Menor, com a construção de uma Creche e um Orfanato, no bairro de Ititioca. Em sua gestão, graças a ordenações realizadas e aquisição de várias Congregações Religiosas, duplicou o número de Sacerdotes na Arquidiocese.

    Sacerdote decidido, ele sempre foi marcado pela determinação e, essa característica permitiu-lhe, onde quer que passasse, deixar grandes obras como: Igrejas, casas de retiro, centros comunitários (tendo construído na Arquidiocese cerca de 26 centros, com a ajuda dos irmãos alemães entre outros).

    Realizou, durante sete anos, a FIC-Feira de Integração Comunitária, promovendo, então, uma confraternização entre o povo da Arquidiocese de Niterói e Dioceses vizinhas. O fruto da arrecadação do evento era distribuído a Instituições de várias denominações religiosas.

    Dom José deixou: pequenos tópicos que eram publicados no jornal O Dia, no período de 1977 a 1984, Recado Pastoral; várias publicações no jornal O Fluminense, até 1990 (dentre elas há uma que ele muito gostava: Lírio no Lodo“) e, no jornal Unidade; um livro intitulado “Encontros com o Judaísmo em Israel – 1ª edição em março de 1985 e 2ª edição em março de 1987.

    Sua retidão e obediência à Igreja fizeram dele um sacerdote sempre pronto a dizer o “Sim” e a estar sempre disposto para dirigir a messe do Pai.

    Tendo o Papa João Paulo II aceito sua renúncia, em 1990, em conformidade com can. 401 §1 do Código de Direito Canônico, foi substituído por D. Carlos Alberto Etchandy Gimeno Navarro que, transferido da Diocese vizinha de Campos – RJ, tomou posse a 02 de julho do mesmo ano.

    Após sua renúncia, Dom José continuou morando na residência episcopal de Niterói e, com freqüência visitava os confrades e familiares na cidade de Belo Horizonte-MG onde, por motivo de saúde, acabou residindo (sua memória estava enfraquecida, devido ao mal de “alzheimer”). Passou seus últimos anos em companhia de seus confrades, na Casa de Retiro São José, onde falecera no dia 19 de junho de 2001, aos 87 anos de idade em conseqüência de insuficiência respiratória e acidente vascular cerebral. Seu corpo foi velado no Cemitério Bonfim, com as exéquias celebradas pelo Cardeal Arcebispo, Dom Serafim Fernandes de Araújo e pelo Arcebispo Metropolitano de Niterói, Dom Carlos Alberto Navarro. Logo após foi sepultado.

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    Título recebido: Recebeu vários títulos, inclusive de municípios vizinhos, dentre eles está o de Cidadão Niteroiense.

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    Divisa: “Amoris officium pascere”, de Santo Agostinho (Apascentar é uma tarefa de amor).

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    Dom Antônio

  • Dom Antônio Almeida de Moraes Junior – 1960 : 1979

    Dom Antônio de Almeida Morais Júnior (Sapucaí-Mirim, 26 de junho de 1904 — Guaratinguetá, 12 de novembro de 1984) foi um prelado brasileiro, Arcebispo da Olinda e Recife e de Niterói. Foi ordenado padre em 2 de outubro de 1927. Foi sagrado bispo de Montes Claros em 31 de janeiro de 1949. Foi elevado a arcebispo em 19 de março de 1952, como Arcebispo da Olinda e Recife, onde participou dos grupos de discussão, constituídos por integrantes da administração pública federal e do episcopado brasileiro, que propunham uma solução conjunta para os problemas da Região Nordeste do Brasil, discussões essas que dariam origem à Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE) .

    Foi transferido para a recém elevada Arquidiocese de Niterói em 1960, onde ficou até resignar-se, em 1979, mudando-se para Guaratinguetá, onde veio a falecer por conta de um edema pulmonar em 12 de novembro de 1984.

    Foi famoso orador sacro, e pertenceu a diversas associações culturais e beneficentes, como o Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, Instituto Arqueológico de Pernambuco, Academia Mineira de Letras, Academia Fluminense de Letras, Doutor honoris causa da Universidade Federal Fluminense, além de Conselheiro Nacional da Cruz Vermelha Brasileira e Grande Oficial da Ordem do Mérito de Rio Branco.

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    Dom Carlos Gouvea

  • Dom Carlos Gouveia Coelho – 1954 : 1960

    Natural de João Pessoa-PB, onde nasceu em 28/12/1907, filho dos educadores Dr. José Vieira Coelho e D. Maria Emerentina de Gouvêa Coelho.

    Estudou no Seminário da Paraíba e, uma vez ordenado sacerdote, foi designado para cooperar no episcopado de seu tio, D. Moisés Sizenando Coelho, Arcebispo da Paraíba, tendo exercido as funções de secretário do bispado, vigário-cooperador e diretor do Colégio Padre Rolim, de Cajazeiras. Em seguida foi catedrático do Seminário da Paraíba. Capelão do Colégio Pio X de João Pessoa, e de Nossa Senhora de Lourdes, e diretor do Departamento de Educação da Paraíba. Foi também presidente da Comissão de Educação da C.N.B.B., sócio e presidente do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico de Pernambuco, etc.

    Nomeado Bispo de Nazaré da Mata-PE, em 1948, foi sagrado Bispo, nesse mesmo ano, por D. João da Mata Amaral, Bispo de Manaus-AM. Em 1960, com sua nomeação para a Diocese de Niterói, foi transferido em 1954, e, daí, em 23/04/1960, para a Arquidiocese de Olinda e Recife-PE, com sua posse registrada no dia 21 de agosto do mesmo ano. Exerceu, em poucos anos, uma atividade realmente notável, graças a seu grande dinamismo. Submetido a uma intervenção cirúrgica, veio a falecer em decorrência da mesma, devido a complicações no campo da anestesia, segundo consta, a 7 de março de 1964, sendo sepultado na Catedral de Olinda. Foi um dos bispos de maior prestígio do seu tempo, tendo sua morte sido muito sentida.

    Deixou o seu nome ligado a grandes realizações no campo do apostolado, orientando e aperfeiçoando o sentido da vida cristã. Governou a Arquidiocese de Olinda e Recife por três anos e meio, deixando marcante atuação no plano pastoral, criando e renovando paróquias, empenhando-se vivamente pela Obra das Vocações Sacerdotais. Dedicou especial atenção ao Seminário de Olinda e da Várzea, à construção do Seminário Regional do Nordeste, além da aquisição da Rádio Olinda.

    Durante seu governo à frente da Diocese de Niterói, o Papa João XXIII criou a Diocese de Nova Friburgo, desmembrando-a da então elevada Arquidiocese de Niterói e das dioceses de Campos e Valença.

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    Divisa: “In caritate christi” (No amor de Cristo).

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    Dom José de Almeida

  • Dom José de Almeida Batista Pereira – 1954 : 1955

    “A felicidade para nós é substancialmente, uma notícia, a boa nova do Evangelho, vida e ensinamento Daquele que veio, que vem, que há de vir”
    (Dom José de Almeida B. Pereira, 24/12/1967, Jornal Semeador – Diocese de Guaxupé-MG) .

    Filho de Baltazar Bernardino Baptista Pereira Júnior e Carolina de Almeida Baptista Pereira, Dom José de Almeida Baptista Pereira nasceu aos 26/07/1917, em São Gonçalo-RJ. Iniciou seus estudos no Seminário de São José de Niterói. Estudou Filosofia (1934-1936) e Teologia (1937-1940), no Seminário Central de Ipiranga-SP (1934-1936). Fez outros cursos como: Validação do curso filosófico, na Faculdade Salesiana, em São João Del Rei-MG, em 1972.

    Antes do Episcopado, foi Professor nos Seminários de São Paulo, Rio de Janeiro e Niterói; Reitor do Seminário de São José, em Niterói-RJ; Pároco de São Lourenço, em Niterói-RJ (1951-1953). Sua Ordenação Sacerdotal ocorreu em 22/12/1940, rm Niterói-TJ.

    D. João da Matha, no seu último ano de vida, recebeu como Bispo Auxiliar a D. José de Almeida Baptista Pereira, então Bispo Titular de Baris de Psídia, que era vigário de São Lourenço, em Niterói, em 22.12.1953, e Ordenado Bispo a 02.02.1954, com o Lema “Ipsa Conteret” “Ela esmagará”.

    Como Bispo, exerceu as funções de Bispo Auxiliar de Niterói-RJ (1954-1955); depois, fora reger como primeiro Bispo, a Diocese de Sete Lagoas-MG (1955-1964), daí sendo designado para Bispo Diocesano de Guaxupé-MG (1964-1976) onde, em seu apostolado, persistiu com inteligência, coragem e determinação praa que o espírito do Vaticano II fosse insuflado nas veias do organismo diocesano e incentivou a execução de um Plano de Ação Pastoral com instuições proféticas e promissoras, ainda vivas no tempo presente. Renunciou em 16/01/1976. Emérito continuou solícito e colaborou de forma admirável com a Diocese de Nova Friburgo-RJ, onde passou a residir. Deixou escritos os livros: “O Homem, Desafio de Hoje e Sempre”; “Catequese Bíblica do Rosário da Virgem”; “Introdução à Sociologia” (pro manuscripto); “História de São José do Ribeirão, RJ” (inédito na época de sua morte).

    A Diocese de Guaxupé eleva ao Bom Deus sua ação de graças pelos 91 anos vividos sabiamente por Dom José de Almeida Batista Pereira. A partida de seu Bispo Emérito, para a Páscoa definitiva do Pai, deixa nos diocesanos virtudes indispensáveis a todo cristão comprometido com a prática do Reino.

    “Chamado para a Casa do Pai aos 91 anos, Dom José de Almeida nos deixa o exemplo de um Pastor dedicado que soube amar e servir na gratuidade, seja como Bispo Auxiliar de Niterói-RJ, seja nas dioceses mineiras de Sete Lagoas e Guaxupé”.

    “Parte com Dom José deAlmeida, com sua história de vida, o agradecimento deste povo pelo dom de sua vida plantado, colhido e partilhado nestas terras de Minas!”.

    Natural de São Gonçalo-RJ, Dom José de Almeida era irmão de Dom José Newton de Almeida Baptista, que foi bispo de Uruguaiana-RS (1940-1984), Arcebispo de Diamantina-MG (1954-1960), Arcebispo de Brasília-DF (1960-1984) e do Ordinariato Militar do Brasil (1963-1990), falecido em 2001.

    Dom José de Almeida Baptista Pereira faleceu, no dia 30 de janeiro de 2009, por volta das 18h , no Hospital Unimed, em Nova Friburgo-RJ. O seu corpo foi velado na Catedral de São João Batista desde às 19h do sábado (31/07) e o sepultamento ocorreu no dia 31/07/2009, na Catedral Diocesana São João Batista, em Nova Friburgo-RJ, após a Missa de Exéquias às 15h.

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    Divisa: “Ipsa Conteret” (Ela esmagará).

    (Fontes: www.cnbb.org.br;www.bispado.org.br; www.mitranf.org.br; Obra de D. Jerônimo Nogueira de Lemos, OSB)

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    Dom João da Matha

  • Dom João da Matha de Andrade de Amaral – 1948 : 1954

    Nasceu a 08/02/1898, em Altinho, no Sertão pernambucano. Desde cedo chamado ao sacerdócio, iniciou seus estudos de primeiras letras com os Padres Salesianos, a cujo espírito se conservou fiel até a morte. Tendo ingressado no Seminário de Olinda, foi ordenado sacerdote em 1921, para a Diocese de Nazaré, onde desempenhou inúmeros cargos, tendo sido secretário do bispado e Vigário Geral. Eleito bispo de Cajazeiras (1934), em substituição a D. Moisés Coelho, governou a diocese durante sete anos, quando foi transferido para a sede de Manaus (1941), e, daí, para Niterói (1948), tendo tomado posse a 8 de agosto. Tanto em Cajazeiras quanto em Manaus realizou o 1º Congresso Eucarístico Diocesano. Ao assumir a Diocese de Niterói, já se encontrava com a saúde combalida, o que, todavia, não o impediu de realizar diversos empreendimentos: multiplicou as paróquias, construiu o novo Seminário Menor, organizou o Departamente Diocesano de Ação Social, levantou o Edifício Leão XIII, estabilizou o patrimônio diocesano, iniciou as obras do Templo de Adoração Perpétua, realizou semanas de estudo e dois grandiosos congressos e fundou duas Sociedades Religiosas.

    Faleceu de um infarto do miocárdio a 7 de novembro de 1954.

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    Divisa: “Pasce agnos meos” (Apascenta minhas ovelhas).

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    Dom José Pereira

  • Dom José Pereira Alves – 1928 : 1947

    Nasceu em Palmares, Pernambuco, a 05/03/1885. Ordenado sacerdote a 17/11/1907. Reitor e professor do Seminário de Olinda, conêgo da Sé, deão do Cabido, Monsenhor Protonotário Apostólico (1920), Governador do Bispado (1921) e Vigário Capitular da Arquidiocese de Olinda e Recife (1921). Diretor da Tribuna Religiosa, do Mês do Clero, e da revista Maria, etc. Com a nomeação do Arcebispo de Olinda, D. Sebastião Leme, para Arcebispo-Coadjutor do Rio de Janeiro, em 1921, foi eleito Vigário Capitular, “sede vacante”, até a posse do sucessor, D. Miguel de Lima Valverde, no ano seguinte.

    Foi sócio de diversas agremiações culturais, como o Instituto Histórico e Geográfico de Pernambuco e Academia Pernambucana de Letras, da qual veio a ser vice-presidente, e das Academias de Letras Fluminense e Petropolitana. “Eram célebres seus sermões e discursos, nos quais cativava o auditório tanto pelas idéias originais quanto pela forma bem modelada. Raramente proferia uma oração sem deixar gravada na mente de seus ouvintes uma daquelas frases felizes”.

    Antes de ocupar a sede episcopal de Niterói, já exercera o episcopado como diocesano de Natal, no Rio Grande do Norte (1923-1928), de onde foi transferido para Niterói (27/01/1928), tendo tomado posse a 20 de maio.

    Durante seu governo episcopal, Petrópolis desmembrou-se de sua diocese (13/04/1946), embora somente em 1948 recebesse seu 1º bispo, na pessoa de D. Manoel Pedro da Cunha Cintra, já morto D. José, que governara Petrópolis até então, na qualidade de Administrador.

    Em sua gestão fundou-se em Niterói (1946) o Mosteiro da Visitação, o segundo a ser fundado no Brasil, após São Paulo.

    Faleceu piedosamente este pranteado bispo a 21/12/1947, tendo sido sepultado na Capela do Satíssimo Sacramento da Catedral de São João Batista, conforme seu desejo, após solenes exéquias.

    No período de “sede vacante”, respondeu pela diocese, na qualidade de Vigário Capitular, Mons. João de Barros Uchôa, que fora seu Vigário Geral após a morte de Mons. Conrado Jacarandá, e que foi seu prestimoso auxiliar e amigo, tendo-o auxiliado na preparação do 1º Congresso Eucarístico Diocesano de Niterói, para solenizar as Bodas de Ouro da criação da diocese, em 1942.

    A respeito de D. José temos este valioso testemunho do grande Cardeal Leme: “Uma das figuras primaciais da Igreja em terras do Brasil, um grande talento, um grande coração, e, acima de tudo, grande em sua modéstia”.

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    Divisa: “In finem dilexit” (Amou até o fim).

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    Dom Agostinho Franscisco

  • Dom Agostinho Francisco Benassi – 1908 : 1927

    Nasceu na cidade do Rio de Janeiro, a 17/11/1868. Fez seus primeiros estudos no Seminário de São José e Colégio São Luís, de Itu, São Paulo. Ordenado sacerdote a 23/05/1891, foi paróco da Candelária, Petrópolis e Engenho Velho. Professor no Seminário, Conêgo da Catedral (1900). Durante o curto período (1902) da “sede vacante”, com a transferência de D. Francisco do Rego Maia para Belém do Pará, foi Vigário Capitular ( sede em Petrópolis).

    O Papa Pio X transfere a sede fluminense novamente para Niterói (25/02/1908) e o Cônego Benassi é eleito Bispo (20 de março), recebendo a ordenação episcopal do Cardeal Arcoverde (10 de maio). Foi entronizado a 24 de maio. Sendo o 1º bispo a governar efetivamente, “in loco”, a Diocese de Niterói. A Igreja de São João Batista foi elevada à dignidade de Catedral. Fundou e dirigiu como Reitor o Seminário Diocesano, instituiu o patrimônio da Mitra e construiu o Paço Episcopal, além de diversas obras de caráter social. Pronunciou vibrantes discursos e sermões e publicou inúmeras Pastorais. Por sua iniciativa, a Santa Sé criou as dioceses de Campos e Barra do Piraí, desmembradas do território niteroiense, como também seria criada a Diocese de Valença, desmembrada das dioceses de Niterói e Barra do Piraí. Faleceu este insigne prelado a 26/01/1927.

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    Divisa: “In veritate et caritate” (Na verdade e na caridade)

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    Dom João Francsico Braga

  • Dom João Francisco Braga – 1902 : 1907

    Nasceu em Pelotas, (RS), a 24/08/1868. Fez o curso de Humanidades na Alemanha, e o de Teologia em Mariana. Ordenado sacerdote em 1900, foi eleito Bispo de Petrópolis a 01/03/1902, recebendo a ordenação episcopal em Porto Alegre, a 24/08/1902 (dia de seu aniversário natalício), sendo entronizado a 26 de outubro. Em 1907 foi tranferido para a Diocese de Curitiba, sucedendo a D. Duarte Leopoldo e Silva, que era, por sua vez, transferido para São Paulo. Com a elevação de Curitiba a Arquidiocese, pela Bula Quum in dies numerus, de Pio XI, de 10/05/1926, tornou-se o 1º arcebispo, tendo sido Administrador de Ponta Grossa e Jacarezinho e Assistente ao Sólio Pontifício. Renunciou ao Arcebispado de Curitiba em 1935, recebendo o título de Arcebispo titular de Serópolis. Faleceu a 13/10/1937.

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    Divisa: “Amore et fortitudine” (Pelo amor e pela fortaleza).

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    Dom Francisco Rego Maia

  • Dom Francisco do Rego Maia – 1893 : 1901

    Nasceu no Recife em 1849. Em Roma, laureou-se em Direito Canônico pela Universidade Gregoriana. De regresso ao Brasil, foi nomeado professor e Reitor do Seminário de Olinda, secretário particular de D. Vital, conêgo da Catedral, Vigário Geral do bispado por ocasião da “Questão Religiosa”, cargo este que também exerceria no episcopado de D. João Esberard, quando bispo de Olinda. Elevado ao episcopado a 12/09/1893, foi sagrado em Roma a 26 de novembro do mesmo ano, tomando posse de sua diocese, por procuração, a 25 de fevereiro do ano seguinte. Ao chegar ao Brasil, encontrou o país convulsionado com a Revolta da Armada, que estourou a 6 de setembro de 1893, estando Niterói submetida a severo bombardeio da esquadra sublevada, sendo que tal revolta só cessaria a 13 de março de 1895. Diante deste fato calamitoso, foi então residir em Nova Friburgo, como acima referimos, e, a seguir, em Campos, até ser sua sede episcopal novamente transferida, para Petrópolis. Apesar da situação anormal em que se achava a diocese, escreveu cerca de dezoito Pastorais, refletindo o pensamento de hora grave por que passou o Estado do Rio.

    Em 1901, foi transferido para a então Diocese de Belém do Pará, tendo renunciado em 1906. Foi então passar o resto de sua vida em Roma. Pio X lhe conferiu o título de Arcebispo titular de Nicópolis. Em Roma, foi consultor da Comissão para a Codificação do Direito Canônico e consultor dos Religiosos. Aí faleceu a 04/02/1928, afetado da visão, segundo se refere. Foi sua divisa: “Deus meus et omnia” (Meu Deus e meu tudo).